A VIDA DE JIM JONES EM MINAS GERAIS ( CONHECIDO COMO PASTOR JONAS MARQUES )
06/07/2021 13:22 em História

 

fonte : ESTADO DE MINAS                                                                                                                                  Naquele ano, os irmãos Piriás, Orlando e Sebastião Patrício, aterrorizavam o sertão mineiro, saqueando sítios e levando pânico a famílias, enquanto Ramiro, o “Bandido da Cartucheira”, dava trabalho à polícia e se transformava em uma lenda nos arredores de Belo Horizonte. Temer o trio era a regra, em um tempo em que cada movimento dos criminosos locais que fizeram fama ocupava grande parte do noticiário local. Mas, depois de 18 de novembro de 1978, portanto há mais de  40 anos, eles saíram repentinamente de cena. Nas páginas dos jornais, ganhava espaço uma tragédia que horrorizou todo o mundo: o suicídio coletivo comandado pelo norte-americano James Warren Jones (1931-1978), o pastor Jim Jones, líder da seita Templo do Povo. Em um acampamento em Jonestown, na Guiana, América do Sul, cerca de 900 pessoas morreram depois de ingerir veneno com suco de frutas. O que nem todos sabem é que, para contar a história desse líder messiânico, é preciso passar pela capital mineira. Dezesseis anos antes da tragédia, Jim Jones morara no Bairro Santo Antônio, em uma então pacata Região Centro-Sul. A cidade longe do mar e protegida por montanhas foi considerada, no início da década de 1960, um dos nove lugares no planeta para se esconder do apocalipse nuclear ou fim dos tempos.Morador desde que nasceu de uma casa quase em frente do número 203 da Rua Marabá, onde Jim Jones viveu com a família entre 1962 e 1963, o bancário Éder Geraldo de Souza, de 65 anos, casado, se lembra muito bem do “homem alto, rosto arredondado, sempre de terno preto e carregando uma pasta preta”, que ele via sair ou chegar em casa. “Falava inglês, nunca português, da mesma forma que os filhos, que então eram mais ou menos da minha idade”, conta, em referência ao americano que chegou à capital mineira em 11 de abril de 1962, segundo registro da época do Departamento de Estrangeiros da Polícia Federal.Aquele era um tempo em que Belo Horizonte ainda permitia brincadeiras naquela rua de calçamento, tranquila, bem diferente da via agitada de hoje, que desemboca na Avenida Prudente de Morais. “Às vezes, lanchava na casa deles, comia biscoitos e chupava laranja. Lembro-me dos adotados, um negro e dois asiáticos, e do filho biológico do casal”, recorda-se o bancário aposentado. A casa não dispunha de muitos móveis, acrescenta: “Tinha o básico, a mudança que trouxeram. E havia uns colchões espalhados pelo chão.
 
 

 

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